Ao ver este filme, fiquei com pena de não o ter visto quando era mais novo. Um clássico de terror-juvenil sem prazo de validade. Recomendável para um bom serão familiar com primos mais novos, prontos a serem iniciados na arte do obscuro. :D
Para além do mais, conta com a participação de um Stephen Dorff muito novinho, que nem sonhava ainda, que mais tarde iria por as gánfias na Pamela.
A história gira à volta de um buraco, que surge da noite para o dia no quintal de uma família muito Poltergeist, esse buraco até aí perigoso para os mais distraídos, torna-se perigoso para toda a humanidade, porque na verdade, é um portal para o INFERNO. Fixe.
Um grupo de amigos reune-se para apoiar um colega recentemente divorciado. Claro que o plano passa por cervejas, futebol, ver quem mija mais longe e arrota mais alto. Ao chegarem à pequena vila de Moodley, perdida no meio do nada, encontram aquilo que todos os homens sonham: GAJAS, um porradão delas...mas com a particularidade de serem ZOMBIES.
Realizado por Jake West, Doghouse não é mais do que um filme de terror de Domingo à tarde. Humor à la despedida de solteiro e o gore standard, acessório à galhofa infantilmente machista.
Depois queixam-se que tão solteiros ou têm namoradas feias.
Pontypool, ponty...pool...pool...pool. Um filme verdadeiramente tenso e astuto sobre uma estação de rádio local que vê a sua pequena cidade de Pontypool passar por momentos apocalípticos.
Através da perspectiva de uma estação de rádio e dos seus funcionários, cada um com o seu feitio, ouvimos os acontecimentos catastróficos que surgem em catadupa. Tudo isto funciona às mil maravilhas, no que toca ao arrepio, graças a uma óptima realização, sonosplastia e interpretação. O filme neste momento parece-nos de todo espetacular e há grande rejubilo no ar.
Mas infelizmente há aqui uma pedrita no sapato que borra tudo o resto. Naquele momento em que estamos verdadeiramente entusiasmados e não descolamos do ecrã, surge alguém para explicar o MOTIVO. O problema é que esse MOTIVO é entregue ao espectador através de um actor muito MAU. Um terrível erro de casting, que na minha opinião, desconcentra a receptividade de tudo o resto que vem para a frente. Ainda para mais, este tal MOTIVO tem muito interesse e transforma este filme, que há partida parece um mero filme de zombies, em algo mais especial e complexo, mas simplesmente foi entregue num modo quase teatro de revista. É propositado? Se foi, não gosto.
Vou arranjar o livro, porque realmente fiquei com a sensação que havia algo mais para contar e explorar nesta história...que o filme não soube afinar a 100%.
2012 chapadas nos ouvidos e nos dentes que atordoaram. O filme de Roland Emmerich tem dimensão em todas as cenas, tem impacto e exagero para ser pedaço de entretenimento, pena que tenha dedicado tempo a mais ao argumento. Mas só porque não é o meu instinto.
Por mim, tirava todas as frases e relações e tornava-o no melhor fogo de artificio de sempre. Sem limite. Mas era bom de se ver que alguns hábitos não se perdem, apesar de toda a malta dos CGI e do pós-filmagem se terem divertido da melhor forma. Tsunamis em catadupa, placas tectónicas e fendas do "outro mundo" e estrilho de sobra para os nossos sentidos. No cinema vale bem, mas curtia ver ao vivo.
Cada um de nós teria pelo menos uma cena memorizada até ao fim dos dias, como as arcas gigantes, as nuvens das trevas, os clichés,os casais, o incrível e o desagradável, o que por si é bom. Bom para o cinema,no cinema, que os trailers e tiras de pré-lançamento fazem-nos querer sempre mais. Afinal o Cristo-Rei a cair ou o Dalai Lama a ser banhado por ondas só para grandes surfers não deixam pouca água na boca.
Em verdade vos digo que este filme entrou directamente para o top de coisas bizarras a que já tive oportunidade de assistir. Uma viagem que exige bastante aragem cerebral, mas que em troca, proporciona uma experiência audio-visual, que tão cedo não cairá no esquecimento, seja na perspectiva positiva ou negativa.
Hitoshi Matsumoto, conhecido cómico japonês, que tem como costume apresentar-se com a gravata enfiada por baixo das calças , preparou aqui um refogado de loucura digno de registo:
Uma espécie de mockumentary sobre um Joe ( interpretado pelo realizador ) igual a tantos outros Joe`s que formigam pelo Japão urbano. Este homenzinho tem a peculiaridade de, com a dose correcta de electricidade, tornar-se um homenzão 20 vezes maior. Para quê? Para combater MONSTROS - interpretados por figuras da praça pública humorística Japonesa, entre as quais destaco o "mau" da trilogia DOA de Takashi Miike. Estes monstros, garanto, que são das coisas mais geniais/idiotas alguma vez imaginadas na área das monstruosidades.
Toda a ambiência do filme é deliciosamente delirante que até dá vontade de comer o pijama de felicidade. O sentido de humor é tão aleatório que é inevitável soltar uma risada descontrolada de quando em quando. Os actores são incrivelmente geniais e participam nesta sinfonia de absurdo 100% afinados. Os combates, nem ao diabo lembram. As lógicas, mecanismos e pormenores criados para dar algum corpo à história, são salpicados aqui e ali, com moderação e sensibilidade, para que o filme nunca se torne suficiente claro para o espectador, deixando-o num estado constante de vácuo mental, ideal para disfrutar uma ideia idiota como esta.
Numa perspectiva mais séria, temos também um excelente retrato urbano/social da cultura Japonesa. Isto para quem achar que o resto não é suficiente.
E se um dia, ao virar da esquina nos cruzassemos com nós próprios? É este o ponto de partida para um filme exageradamente ambiental e de ritmo lento, que apesar de parecer super fresco e original tem muito de Invasion of the Body Snatchers.
Sean Ellis aproveita The Broken para dar uns toques na bola do suspense, mostrando sem grande margem para dúvidas, que é dono de uma habilidade respeitável. O problema é que o jogo propriamente dito, acaba por sair prejudicado, principalmente no que toca à evolução do filme. Com tanto plano de persianas e ventoinhas a rodar, começamos a ficar nervosos para que aconteçam coisas - isto até poderia ser bom, mas o problema é que as "coisas" que acontecem, parecem-nos óbvias ou então pouco conclusivas. Ainda assim, The Broken possui características muito peculiares que o tornam um filme curioso de assistir e com potencial para criar discussão e momentos de reflexão sobre o real significado da história.
Um filme com a sua graça e o seu quê de metafísica.
Uma grande história de Amor, tal e qual como na realidade; instintivo e insaciável.
Vencedor de alguns prémios sonantes, entre os quais o destaque para o prémio do Júri de Cannes 2009, Thirst é um filme denso e largo em amplitude, que convida a ver mais do que uma vez, para que nada nos passe despercebido. E bem que gostava que algo tivesse passado despercebido pois a realidade (do filme) faz-nos lembrar o azedume dos temperamentos aos quais muitas vezes pomos um paninho quente chamado Destino: Grotesco, absurdo, sexual, cómico e trágico.
Thirst é um sinal de esperança que vai contra a crescente extinção do vampiro e da sua dignidade em quanto figura nobre de Ficção. 9/10
Nem sei por onde começar nem como começar para escrever algo sobre este filme. É complicado expressar em palavras as 2horas de bombardeamento sensorial a que fui exposto. Os estímulos disparam como foguetes em todas as direcções e sentimos a vida pulsar nesta obra que celebra a felicidade e o amor.
Assistimos às aventuras dos Katakuris como parte integrante desta família; chorando, rindo e cantando num estado de embriaguez cinematográfica que nos faz ter a certeza que Takashi Miike não é apenas um gajo com "ideais malucas" mas sim um homem que vive em comunhão com o ciclo da vida brincando com todo o tipo de paradigmas e lugares comuns para nos mostrar o caminho que leva à plenitude existencial: a parvoíce intelectual.
As questões dos monstrinhos, da genética e da ética para ver pela mão de Vincenzo Natali ( Cube, Nothing ), com Adrien Brody. É verdade, está em todas.
O trailer cheira a alien de peluche meets leite, mas parece-me mais que trincável a criatura. Verei.
O universo 70s / 80 de Cronenberg é um mundo distante dos outros. Quem sabe disto, aceita Scanners como um pedaço de mente. Só mais um.
O argumentista e realizador cria neste filme uma redoma de visões, organizações, pais da ciência e seres criados com poderes telepáticos com intuitos sui generis. Estes artistas de sugar, usurpar e persuadir as pessoas comuns, são uma parte já considerável da sociedade e como tal proporcionam algumas cenas de sci-fi de poder inquestionável.São injecções de Ephemerol e de bizarrice que me agradam particularmente.
Scanners é um clássico para qualquer aficionado do fantástico com uma banda sonora majestosa e sombria, que por sua vez acompanha os actores duvidosos desta linha Cronenberg, contando com as vísceras e as partículas de exagero despejadas pelo senhor nestas duas décadas .
A cena de destruição "familiar" é mais do que mítica.
Acordar nu, agarrado a tubos numa cápsula criogénica, parcialmente amnésico, pode ser uma situação deveras complicada, mas se juntarmos criaturas de dentes afiados e uma nave repleta de mistérios e tripulantes paranóicos que não sabem a quantas andam, temos tudo para ter um bom filme de sexta-feira a noite.
Um imbróglio obscuro nas profundezas do espaço. Visualmente estimulante, Pandorum falhou em conseguir unificar um conjunto de ideias muito interessantes que poderiam colocar este filme numa posição de Top Sci-fi.
Baseado na serie de "comics" aclamada de Mark Millar e John Romita, Jr., Kick Ass pretende adaptar à grande tela mais um "herói" de BD.
O problema é que a BD é numa vertente nada heróica.
Basta dizer que na primeira tentativa de combater o crime, Dave Lizewski a personagem principal, de fato costurado e bastões prontos, leva um enxerto de porrada, facadas e ainda é atropelado (esta BD é excelente)...portanto dá para ter uma ideia do que vamos ver.
A abordagem ao cinema é que pode ser o real problema: pela sátira? pelo humor manhoso? pela ligeireza de quem quer adaptar ao grande publico algo que não o é (ver o caso WANTED (Timur Bekmambetov, 2008, U.S.A.) que da BD só partilha o nome...a essência do livro politicamente incorrecta ficou para quem conhece o livro.
MAS QUE VALENTE MERDA! Horrível em tudo, não existe aqui nada que salve um FRAME que seja. Um arraial de mediocridade extrema.
Na véspera de Natal, uma cidade que me parece Nova Iorque, fica completamente às escuras e sem comunicações. No êxtase do apagão um gangue de monstros surge das profundezas para se alimentar de actores horríveis.
Mau argumento, edição totalmente idiota, diálogos completamente WTF, actores irritantes, um monstro demasiado estúpido, sound design de esgoto, etc. TUDO MAU E CHATO. Transe profundo de tédio.
Aconselhem este filme a alguém que vos meta nojo.
1/10 ( Por respeito a quem varreu as escadas, puxou cabos e serviu cafés no set de filmagem. )
Criei uma empatia com esta série Crows Zero, que remonta aos tempos de fascínio idiota perante coisas como Dragon Ball. Um filme que aceito que odeiem, porque no fundo é completamente infantil e azeiteiro, considerando no entanto que essa opinião é totalmente idiota e imatura intelectualmente. Exige-se a aceitação de um pacto de ficção para que possamos disfrutar em pleno deste épico.
No post anterior relativo ao primeiro filme da série, referi que a história era baseava numa Manga de nome CROWS e WORST, sucessos da década de 90. Crows Zero situa-se num momento cronológico anterior aos livros, uma prequela onde são apresentandos episódios passados que "seriam" o ponto de partida para os livros . Neste momento estou a devorar os livros ( versões online, não encontrei para já forma de encontrar isto a venda ) e criou-se aqui um culto de entretenimento que poderá durar algum tempo. Aparentemente não existirá mais nenhum filme da série mas dado o sucesso, está já planeado uma série animada e quem sabe isso poderá, no futuro trazer mais algum live action que espero esteja a cargo do Mestre Takashi Miike senão vai tudo por água abaixo.
Crows Zero 2 continua a saga do primeiro filme: o conflito interno entre os gangues de Suzuran para obter o controlo da escola é agora interrompido pela introdução de um conflito com uma segunda escola: HOUSEN.
Tudo o resto é igual, a intensidade, o ritmo, a estética meia Morangos com Açucar meia Mad Max meia vou-te partir os olhos ao meio. E vale a pena insistir:MUITA PORRADA mostrada de uma forma extremamente COOL e onde toda a gente tem sempre um cigarro na boca.
Vejam esta merda e arranjem um conflito com alguém mal acabe o filme.
O homem é bera! Insensível, completamente agressivo e nada paz de alma, Mark "Chopper" Read mereceu uma biografia. Ou não fosse este gajo o mais violento de todos.
É uma daquelas bios mais embrulhadas em coisas artísticas, precedente e certamente inspirador para Bronson, com a distância e diferenças que existem entre estes dois filmes.
Chopper é um bom filme que relata a vida deste tough guy dentro das grades, o respeito que impôs à base da sarda e de varada velha. Tem um toque bonitinho por causa de uma boa realização e pelo único papel decente que vi do Eric Banna. Ainda por cima está sem dentes e com um bigode texano...
Tenho tendência para comer todos os filmes de hooligans,gangs, encarcerados e durões e este vale ver.
Manga é daquelas coisas que nunca me entrou muito bem na tola, por isso mesmo desconhecia totalmente este Crow Zero ( bestseller no japão) que Miike adaptou para filme. Como desconheço a manga em questão vou anular a coisa da equação porque sinceramente não precisamos dela para devorar esta porrada de meia-noite.
Peguem num tabuleiro e barrem com Morangos com Açucar, acrescentem-lhe uma camada de Battle Royale e Fight Club, condimentem com o molho especial Takashi Miike pulvilhem com AKIRA e metam no forno: Crow Zero.
Algures no Japão existe uma escola onde os professores e as raparigas não existem. As turmas são pedaços de terreno a ser conquistado pela lei do soco e do biqueiro de forma a expandir o território, tal e qual como no RISCO, até atingir a hegemonia e o controlo da escola só porque sim.
Um filme bastante linear e extremamente vistoso que nos parte os dentes durante 2horas seguidas sem parar.
Takashi Miike a jogar em casa: Yakuzas, Tríades Chinesas, malas com dinheiro, droga, jogo, prostituição, muita porrada, tiros, personagens inesquecíveis e acima de tudo momentos inesperados/descontextualizados de provocar arritmias cardíacas. Quem já viu as trilogias Dead Or Alive e Shinjuku Triad Society sabe perfeitamente do que estou para aqui a vender e a esses posso garantir o mesmo grau de diversão, quanto aos outros: VEJAM AGORA!
Se há alguém aqui que está curioso quanto à história, posso adiantar desde já que o filme tem como herói um brasileiro de nome MARIO que para além de falar mal português é gajo para desfazer à porrada meio quarteirão de gajos com espadas em 7 segundos. Este brasileiro não se encontra só, estando bem acompanhado por chineses mafiosos com ar maçonico mestres em ping pong, russos bebados e corruptos, brasileiros distribuindo "caralho" QB no meio do caos linguístico asiático, japoneses a falar brasileiro, um jamaicano que não aprecia zoofilia ( especialmente debaixo da sua janela) ( às 4h da manhã )....É melhor ficar por aqui senão ainda falo da luta de galos.
Meus caros, em verdade vos digo que este é um dos melhores filmes de zombies de sempre.
Esqueçam a abordagem de susto e horror, este filme preenche e transborda todos os requisitos de um bom filme de mortos-vivos enquanto nos faz rir à boa gargalhada com direito a lágrima no canto do olho em cenas que vão ficar na retina nos anos vindouros. A brincar a brincar sem nunca cair no gozo ou parvoíce, este filme pega nos clichés e dá-lhes um gostinho novo. Não é caldo Knorr é mais do que isso.
Um dos melhores genéricos de filmes de zombies e não só? Check. Woody Harrelson no seu melhor? Check. Regras muito uteis de sobrevivência em caso de Apocalipse zombie? Check. Diálogos e personagens carismáticos? Check. A melhor "cameo" de sempre? Check.
Esteticamente perfeito e com Sam Rockwell no papelão, Moon é um filme imperdível para quem se queira prezar como ser. Há semelhanças com boas peças de sci-fi orfão de monstros e lembrei-me de HAL 2000 de 2001 Odisseia no Espaço Kubrick,por exemplo. No sofá foi-me recordado pela voz de Kevin Spacey, com mestria e emoção. Vale a semelhança, vale tudo.
Não se explica muito, vê-se, sente-se com o mood certo e fica-se feliz. Pensativo e feliz. Até a lamechice lhe fica bem. É um drama no espaço, com dimensão de humanidade.
Resumo apenas que o astronauta Sam Bell é mecenas de uma lua, numa espécie de central energética que suporta os Homens. O resto não posso contar porque é cinema do bom, processos e conteúdo impecável dirigido por Duncan Jones ( por sinal filho de David Bowie ) num dos melhores filmes de 2009. Entra também para o meu top 10 Sci-Fi de sempre. Avé.